quinta-feira, 22 de abril de 2021

TOLERÂNCIA QUASE ZERO

 Francisco Carlos de Mattos

Fomos, eu e a minha digníssima esposa, acompanhar minha filha à Fisioterapia.
Para retornarmos para nossa casa, pegamos um Uber.
Ao nos acomodarmos, cumprimentei o motorista com um sonoro "bom dia" e lhe perguntando se estava tudo bem.
Ele me retornou o cumprimento e já foi logo dizendo:
- Está mais ou menos. Quando estava tomando o meu café, antes de sair de casa para trabalhar, um jornal da TV Record dava as notícias, mostrando quantas pessoas conseguiram se salvar de uma internação por Covid, no dia de ontem.
O senhor percebe como as coisas podem ser diferentes? Agora essa "Globolixo" só mostra o número de mortes, para poder falar mal do nosso presidente, para chamá-lo de genocida. Já começaram a campanha para o "sem dedo". É complicado, né senhor?
Foi quando, chamando as atenções de minha mulher e minha filha e apontando para fora do carro, numa disfarçada alegria, gritei:
- Olha, amor, o seu irmão!!! Beto!!! Ô Beto!!!
Detalhe: meu cunhado mora no Rio e com essa pandemia, e pela idade que tem, está mais evitando sair de casa do que eu e, de mais a mais, o seu nome não é Beto!
Ainda bem que minhas mulher e filha me conhecem muito bem!
Acabou a conversa e chegamos ao nosso destino... sãos e salvos de mais um negacionismo e sem bate-boca!
(Cabo Frio, 20/04/2021)

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