domingo, 24 de agosto de 2025

SAILLING

SAILLING

  Francisco Mattos      

Puxo fundo o ar
e oxigeno 
o âmago.
Não fosse 
o desvio do septo,
inflava e 
viajava por aí. 

BREVESPOEMAS - 10/12/22

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

DON JUAN... AHÃÃÃMMM... SEI...

e some, atravessando o muro do cemitério 🪦.
Ainda fiquei, por alguns minutos, paralisado, mandrakeado, bobo, fundo da cueca meio que pesado, mas que não me impediu de sair numa louca desembalada de fazer inveja a Usain Bolt e chegar, em tempo recorde, à minha casa, que distava uns quatro quilômetros.

ÀS VEZES NÃO VALE A PENA INVESTIR OU NEM TUDO QUE RELUZ É OURO

O que motivou esse texto? Um breve retorno a um passado maravilhoso de histórias (reais) vividas e não fantasiadas?
Talvez, mas não somente isso!

A motivação textual se deu por causa da imagem abaixo, quando se navegava pela internet. 

De repente, diferentemente da menina que desapareceu através do muro do cemitério 🪦, surge a mulher com uma "bermudental", que, querendo ou não (claro que queriam chamar a atenção), só não chama a atenção dos privados da visão.

Essa, tal qual a menina de branco, inquilina do campo santo, é uma ilusão de ótica.
Vade retro, Satanás!

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

ENTRE MALÍCIAS E MILÍCIAS A VIDA TEM QUE SEGUIR

Francisco Mattos - 27/09/24

Não é porque no meu círculo social, de amigos e até mesmo de conhecidos, só tenham pessoas livres e de bons costumes, honestas, trabalhadoras, comprometidas com a vida, que o mundo todo seja assim.
Vou mais além: julgo que no mundo tenha mais gente com dedo podre do que gente boa.

MUNDOENTE  
"O pulso ainda pulsa...
o pulso ainda pulsa."¹
Síndrome do pânico. Medo. "Sociofobia". "Olho no padre, outro na missa" ou "olho no pastor, outro no culto". Parodiando Titãs, transita-se, nesses tempos de violência, entre vida e morte, como num piscar de olhos. Tudo isso nos remete à "o bêbado e o equilibrista"², quando, no bojo da linda e icônica canção, diz
"(...)A esperança 
Dança na corda bamba de sombrinha 
E em cada passo dessa linha
Pode se machucar(...)"
Sustenta-se que os compositores da música acima, já, lá para os idos da década de 70, profetizaram que o povo brasileiro seria expert em slackline . Equilibrar para não cair.

AS MALÍCIAS SÃO GRANDES... AS MILÍCIAS TAMBÉM 
Parcela significativa que alcança, há muito, 3/4 da população brasileira (não se arrisca por falta de dados no momento, ampliar para o mundo todo) não tem discernimento suficiente e muitos nem têm interesse, para saber, por exemplo, que o câncer, terrível doença que dizima muita gente, já tem, nos grandes e ricos laboratórios farmacêuticos, o antídoto, a droga que anule, por completo, as células cancerígenas, mas, que não pode ser divulgado, popularizado, para não enfraquecer a indústria da morte. Dói saber que isso exista. Dói mais ainda saber, que, aproximadamente , somente 25% da população mundial saiba disso.
"Indústrias" outras surgem aos quatro cantos do nosso país. Uma delas que mais causa espécie é a "indústria da fome, da miserabilidade", produzida pela ausência de políticas públicas, do poder público. E onde não entra o poder público, brota, publicamente, o poder de terceiros, que cheios de malícias, criam o poder paralelo, faz borbulhar as milícias. Essas se instalam onde já existiam os traficantes de drogas e a luta pela conquista de espaço entre esses (onde o poder público não entra, sendo proibido por eles), gera nos cidadãos e cidadãs citados lá no início desse texto, a sensação de andar, quando pode, pelas cidades que fazem parte, se equilibrando numa slackline.
Alguém um dia, percebendo a boa e conveniente mania de nunca, num bar, sentar de costas para a rua, quis saber os motivos dessa prática. A resposta talvez assuste, mas tem nexo: num espaço social, seja ele qual for, onde você não conhece todos que o frequenta, têm pessoas boas e outras não. Se acontece de algum desafeto quiser fazer execução de um "dedo podre", que esteja por ali, você tem como, pelo menos, reagir.
FICA A DICA!



REFERÊNCIAS 
¹. TITÃS. O PULSO.
². Aldir BLANC e João BOSCO. O Bêbado e o equilibrista. Intérprete: Elis REGINA.

sábado, 22 de janeiro de 2022

EU E DRUMMOND NO LIMBO DAS PALAVRAS

O QUE DEIXEI SE PERDER NO DRUMMONDIANO LIMBO DAS PALAVRAS ?

Francisco Carlos de Mattos
                           19/01/2022

Ao circular pelo Centro de Cabo Frio no intuito de resolver alguns problemas, um daqueles pensamentos ultrassônicos  passou por minha mente, que não deu tempo de anotá-los. Na verdade eu não tinha como parar e fazer a anotação. Apostei na prodigiosidade da mente, pensando que pudesse lembrar, quando parasse nos próximos cinco, dez minutos. 
Fiquei por, aproximadamente, quatorze horas vasculhando no DRUMMONDEANO limbo das palavras...e continuo...
Bem, vai que amanhã eu me lembre! Tomara!

domingo, 29 de agosto de 2021

ETERNA EFEMERIDADE OU EFÊMERA ETERNIDADE? ATÉ ONDE VAI TAL PARADOXO NO CONTEXTO DESSA REFLEXÃO?

 "O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem” ¹.

RESUMO
O texto tem por objetivo provocar uma reflexão sobre os fenômenos das vida e morte nesse momento terreno e sobre o que fazemos para tornar os dois menos sofríveis. Pensar sobre a vida enquanto se vive e sobre a morte quando se deixa de viver material e fisicamente... enquanto se vive. A proposta principal não é fazer um relatório de pesquisa científica com bases na literatura espírita ou nas que sustentam a filosofia cristã, principalmente inscritas na Bíblia Sagrada. Muito provavelmente pode-se ver nessa reflexão alguns fundamentos de ambos, mas pelo que se aprendeu e/ou viveu ao longo desse tempo que nos é/foi permitido viver.
Palavras-chave: vida, morte, efemeridade, eternidade, homem ocidental.
Não cansamos de nos enganar e a verdade, nua e crua, também não em nos surpreender.
Nós, pobre povo ocidental, pseudo capitalista e por extensão, desavergonhadamente materialista, vivemos essa breve passagem física aqui nesse planeta, seguindo a filosofia "zecapagodeana" do "🎶deixar a vida nos levar, vida leva eu...🎶".
Assim, essa breve estadia, essa passagem rápida por esse tempo terreno se configura numa efêmera vida eterna. Aqui nos pegamos ratificando o pensamento 'russoniano" (de Renato Russo), que sustenta
"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar para pensar, na verdade não há".
Essa reflexão, essa discussão entre nós ocidentais só acontece, com a constância devida, entre pessoas que conseguiram se desvencilhar do processo de deseducação de um materialismo despropositado e se enveredaram no caminho da espiritualidade.
O homem ocidental, mesmo quase que essencialmente materialista, quando se vê numa despedida do corpo físico de um ente querido, que parte para o campo desconhecido por quem fica, percebe, vivencia a primeira parte do suposto paradoxo que intitula essa reflexão (retome o título, por favor!).
A vida material não é eterna; mas, podemos eternizar cada momento da mesma, podemos e devemos ETERNIZAR A EFEMERIDADE dessa vida e, mais uma vez, como nos legou o poeta-compositor Renato Russo "como se não houvesse amanhã".
A ETERNIDADE é uma EFEMERIDADE de nossos pensamentos e ela só nos acontece exatamente nos momentos (lapsos de tempo da vida terrena) em que perdemos alguém que amamos.
O sentido da eternidade, nesses momentos de fragilidades emocionais com a perda de pessoas próximas a nós, vai se dissipando, paulatinamente, nos lapsos de tempo em que o féretro atravessa todo o espaço do cemitério, até a última morada daquele que se foi.
Durante um considerável tempo fica em nós um sentimento de ausência, vista, entendida e considerada como saudade.
Não demora muito, nós, os ocidentais (se me permitem, suponho que um neologismo, "ocidentarianos"), retomamos a rotina de nossas vidas e voltamos a eternizar os nossos efêmeros momentos materialistas, como, diferentemente nos legou o poeta-compositor de nossa MPB, se houvesse amanhã.
E antes que essa reflexão se "eternize" nesse espaço, é necessário que a efemerizemos para o tempo suficiente dos senões, das contestações, dos "não vejo desse jeito".
¹. ROSA, Guimarães. Grandes Sertões: Veredas.

SAILLING

SAILLING   Francisco Mattos       Puxo fundo o ar e oxigeno  o âmago. Não fosse  o desvio do septo, inflava e  viajava por aí.  BREVESPOEMAS...